É tão bonitinho quando uma pessoa te faz bem à ponto de fazer teu maxilar doer de tanto sorrir.
1649km.  

Sei que você deve achar que nunca mais conseguirá transar na vida, que ninguém nunca pedirá pra ser seu marido e aquela coisa de felicidade está cada vez mais longe, ou que todas as estrelas da sorte daqui a pouco cairão na sua testa. Mas pelo amor dos céus, é só um relacionamento falido, mais um, grande áfrica. Olha o lado bom, chora hoje, deixa seus olhos líquidos escorrerem toda essa maquiagem fúnebre, desenha com rímel preto um novo dia na minha camiseta. Amanhã, de rosto novo, a gente pinta uma carinha feliz e circense, e eu te levo de carro pra ver o mar. Ninguém vai perceber seu riso postiço, o mundo inteiro vai estar ocupado sorrindo com você. Confia em mim, às vezes quem está de fora enxerga melhor. E daqui vejo seu sorriso, sei bem do que ele é capaz de fazer.
Gabito Nunes.  

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Eu sou três, dependendo da pessoa que me procura. A menina ingênua, que fica olhando o homem com admiração, e finge estar impressionada por suas histórias de poder e de glória. A mulher fatal, que logo ataca aqueles que se sentem mais inseguros, e ao agir assim, tomando o controle da situação, os deixa mais à vontade, porque eles não precisam se preocupar com mais nada. E, finalmente, a mãe compreensiva, que cuida dos que estão precisando de conselhos e escuta, com um ar de quem compreende tudo, histórias que estão entrando por um ouvido e saindo pelo outro.
Paulo Coelho.  

Quando o sentimento é sincero, não precisa explicá-lo, basta apenas vivê-lo.
Pedro Schier.

Você tem orgulho de ser quem é? Se existisse um espelho pra alma, você teria coragem de se olhar? Quando você se deita, sua consciência te deixa dormir em paz? Você tem mesmo consciência? Ferir alguém te fere? Você é gentil ou bom? Gentileza é o que quer que vejam. Bondade é o que você é. Depois que as luzes se apagam, as cortinas se fecham, a maquiagem é tirada, quem é você?
A menina e o violão.

Eu poderia estar morrendo. Poderia estar deitado em alguma calçada, sendo mais um mendigo invisível e indesejável para o mundo. Poderia estar passando fome, num calor miserável na África, ou em qualquer outro lugar do mundo. Eu poderia ter sede e estar desidratado, implorando por uma gota qualquer de água ou chuva. Mas não. Eu nasci com casa, comida e roupa lavada. Nasci com a sorte de ter uma família e poder reclamar dela. Nasci destinado à ter muita coisa na vida, e buscar a minha felicidade. Sou fadado à sempre querer ser melhor e ter o melhor. Não sei. Então, por alguma razão, conheci a dor de amar. E reclamei da vida. Estive pensando e descobri que cada um tem sua luta diária. Contra a fome, o frio, a sede, a morte, ou o amor. E a felicidade não passa da breve vitória contra alguma dessas lutas. A busca por esse meu êxito me tornou egoísta. Não me importo com os problemas alheios, por piores que sejam. Eu sempre reclamarei mais pela minha agonia do que pela agonia do meu semelhante. Isso é fato. Isso é sobreviver. E isso é a luta pela felicidade, acima de tudo.
Azarão.

Procura-se um amigo. Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor… Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Carlos Drummond de Andrade.  

Quando você estiver lá na frente, não volte para trás.
Pedro Schier.