Mais uma noite desgastante, mais uma noite com homens estranhos. Delineador marcando meus olhos, batom bem vermelho. Cabelos soltos e uma roupa bem decotada e justa. Fazia 2 anos dessa vida, quando descobriram que eu estava vivendo assim me perguntaram o porque e eu não pude responder. Não pude. Ninguém entenderia meus motivos. Eu tinha 16 anos quando fugi de casa, não sabia o que fazer, eu queria ser livre, queria acabar com a guerra em minha mente… Acabei me prostituindo para me alimentar. Assim eu comecei a criar uma nova eu. Uma vadia sem coração, sem sentimentos. Uma pessoa amarga com a vida e cada vez mais presa em sua loucura. Isso é uma maldição. Estou presa em meus devaneios. Sou uma garota incomum, sem moral e personalidade, feita para esse trabalho. Eu nasci para ser uma mulher desejada. Uma beleza que prejudicou minha própria proteção. Me perdi no mundo, uma criança assustada tendo que ser uma mulher num mundo estranho. Aprendi a dar prazer mesmo não querendo, junto com as drogas e bebidas, isso ajuda a tirar a solidão de mim. Eu cheguei ao fim da minha vida, um anjo jogado no inferno.
She sells love to another men.

13 hours ago · 472 notes · reblog
originally sonhavas · via sonhavas
Depois de tanta decepção você começa a ver seu coração esfriando e sabe que não pode fazer nada quanto a isso. Começa a ver a vida com outros olhos, uma visão realista e talvez meio pessimista, e tudo isso porque você só queria ter um amor que te completasse, mas sempre que chega perto de ter um, acaba em sofrimento. Então como de costume, você desiste e finge que não sente nada.
Carol Alves, promisse. (via silenciadores)

No mesmo instante em que se concentrava no fato de existir, pensava também que um dia morreria. E o mesmo ocorria ao contrário: só quando sentiu intensamente que um dia desapareceria é que pôde entender exatamente o quanto a vida era infinitamente valiosa. E quanto maior e mais clara era uma face da moeda, tanto maior e mais clara se tornava a outra. Vida e morte eram os dois lados de uma mesma pessoa. Não se pode experimentar a sensação de existir sem se experimentar a certeza que se tem de morrer. E é igualmente impossível pensar que se tem de morrer sem pensar ao mesmo tempo em como a vida é fantástica.
O Mundo de Sofia.

Eu, do fundo do meu coração, tenho um orgulho absurdo de ser quem eu sou. Não vou dizer que é fácil, e que nunca deu vontade de desistir, mas vale muito mais a pena continuar.
Tati Bernardi.  

Sempre falam isso para mim “Você é o sonho de qualquer pessoa”. Mas quando eu tento tornar realidade, costumam ir sonhar outro sonho.
Allax Garcia.

4 days ago · 29,149 notes · reblog
originally allaxg · via abismadora
Exigimos das pessoas o que elas não conseguem suportar e nem o que nós mesmos conseguimos realizar. Exigimos calma dos outros, mas nós somos impacientes, irritadiços e agressivos. Pedimos tolerância, mas nós somos implacáveis, excessivamente críticos e intolerantes. Queremos que todos sejam estritamente verdadeiros, mas nós simulamos nossos comportamentos, disfarçamos nossos sentimentos. Desejamos que os outros valorizem o interior, mas somos consumidos pela estética social. Temos de reconhecer que às vezes damos excessiva atenção à estética social, ao que as pessoas pensam e falam de nós, mas não nos preocupamos com aquilo que corrói nossa alma.
Augusto Cury. 

4 days ago · 4,927 notes · reblog
originally ademasia · via reinverbos
A gente se cala, e não significa que estamos concordando com o que estamos ouvindo, a gente se cala por saber que temos uma facilidade muito grande em ferir quem está falando. A gente não se cala pela falta de palavras, a gente se cala pelo excesso delas.
Sean Wilhelm.  

Quando era pequena ia ao dentista e ele dizia “se estiver doendo, avise”, mas eu sofria quietinha. Virou costume, se for pra sofrer, eu sofro sozinha. Odeio incomodar, não há sensação que mais perturbe que me sentir sendo um peso. Prefiro sofrer em silêncio, descabelada, de olhos inchados, nariz vermelho, de pés descalços, no refúgio do meu quarto. A dor tem que ser sentida, então que seja apenas por mim.
A menina e o violão.